Empresas ligadas a Ratinho receberam repasses milionários do Banco Master, cujo presidente é Daniel Vorcaro, preso por suspeita de liderar um esquema com crimes como gestão fraudulenta, corrupção e lavagem de dinheiro. As informações constam em documentos enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado e foram divulgadas pelo jornal Folha de São Paulo na última quarta-feira (08).
A empresa Massa Intermediação recebeu R$ 21 milhões de 2022 até 2025. Já a Gralha Azul Empreendimentos e Participações recebeu R$ 3 milhões em 2022. Além disso, Ratinho era um dos garotos-propaganda do CredCesta, o cartão de consignado do Banco Master.
Em nota enviada ao jornal, o Grupo Massa garantiu que "construiu uma trajetória pautada por práticas amplamente reconhecidas pelo mercado com rendimentos declarados à Receita Federal, incluindo campanhas publicitárias e parcerias com diversas marcas e empresas".
A assessoria ainda esclarece que Ratinho Junior, governador do Paraná e filho do apresentador, não é sócio do grupo.
Ratinho foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM) a pagar mais de R$ 21 mil de indenização a um consumidor vítima de publicidade enganosa. O apresentador era garoto-propaganda de uma empresa de negociações bancárias que foi alvo de uma operação da polícia por estelionato. As informações são do portal Metrópoles.
O consumidor atrasou as parcelas de uma moto. Ele se deparou com uma propaganda estrelada por Ratinho, onde a empresa prometia reduzir o valor de dívidas de financiamento em até 70%.
Após contratar os serviços da empresa, o homem pagou R$ 6 mil a título de honorários iniciais. Depois de realizar o depósito do pagamento, ele descobriu as notícias da operação que investigava a firma por estelionato.
Na Justiça, a empresa alega que apresentou propostas de redução do financiamento, mas o consumidor não aceitou. O argumento não foi aceito pelo juiz, que reforçou que a propaganda que prometia redução de 70% fez o homem acreditar que haveria resultados melhores.
Ratinho, que, no final dos anos 1990, foi condenado por injúria contra um médico, foi alvo de uma condenação solidária, junto com as empresas do grupo financeiro e uma emissora de TV que veiculou a publicidade enganosa. O consumidor receberá R$ 8 mil de danos morais e R$ 13.680 de danos materiais. Trata-se do dobro do valor investido no contrato.